Música

5 Álbuns para conhecer Djavan

Prepare-se para os shows do alagoano com uma seleção de 5 discos que definem sua carreira.

Como resumir uma carreira de 50 anos em 5 álbuns? A tarefa, que já seria difícil para artistas regulares, torna-se ainda mais complexa quando o assunto em questão é Djavan, multiartista alagoano que, desde sua estreia, em 1976, ajuda a dar o tom da canção popular brasileira. Dos anos 70 para cá, o cantor, para usar uma expressão popular, jogou nas onze: colaborou com Stevie Wonder, fez odes ao Flamengo, time do coração, foi tema de abertura de novela das 9 e caiu no samba infinitas vezes.

Desde o começo de maio, Djavan colocou o pé na estrada para comemorar a efeméride de seus 50 anos de trajetória com a turnê “Djavan: 50 Anos Só Sucessos”. O nome não poderia ser mais efetivo: a setlist reúne hits que, de tão populares, podem ser considerados hinos nacionais, vide Samurai, Lilás e Meu Bem Querer.

A turnê, que teve seu pontapé inicial em duas noites com ingressos esgotados no Allianz Parque, contou com uma apresentação antológica em Salvador e seguirá na estrada, passando por cidades das cinco regiões do país. Confira as datas aqui. Para se preparar para os futuros shows da turnê, ouça os álbuns aqui listados. Afinal, djavanear a vida nunca é demais.

A Voz, o Violão, A Música de Djavan (1976)

O flamenguista, que jogou bola na adolescência, estreou em grande estilo na música brasileira. Caindo no samba, o disco é o pilar da carreira do alagoano, mostrando, desde o início, a ousadia de seu violão e a sofisticação de suas composições.

Para ouvir: Magia, Muito Obrigado e Flor de Lis

Luz (1982)

Em seu 5º álbum, Djavan já era nome consolidado no Brasil. Com “Luz”, disco que serviu de cartão de visitas do artista para o mercado estrangeiro, o alagoano contou com a participação de Stevie Wonder nas gaitas de “Samurai”, hit que até hoje anima qualquer festa.

Djavan - Capim (Áudio Oficial)

Para ouvir: Nobreza, Pétala e Capim

Novena (1994)

Para marcar seus 20 anos de carreira, Djavan lançou o seu primeiro álbum 100% sob seu controle criativo, sendo ele o produtor e arranjador de todas as músicas. Novena também se caracteriza pela busca de uma sonoridade mais acústica, fruto da rotina mais próxima do campo em que o artista vivia.

Para ouvir: Aliás, Sem Saber e Limão

Bicho Solto – O XIII (1998)

O álbum, que conta com participações de nomes como Dominguinhos e Gabriel, o Pensador, também marca uma renovação na sonoridade do cantor. “É um disco contemporâneo”, disse o alagoano para a Folha de São Paulo.

Para ouvir: Você É, A Carta e Pássaro

Improviso (2025)

Além de resgatar “O Vento”, composição originalmente por Gal Costa em 1987, o álbum mais recente do artista também é o fio que costura a trilha de sua mais recente turnê. Assim, mostrando que, mesmo quando festeja as cinco décadas de carreira, o alagoano não deixa de mirar o futuro. 

Para ouvir: O Vento, Improviso e Levei a Noite

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